Written November 29. 2007 in
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O que eu estou fazendo aqui sentada na frente desse computador, a essa hora? Sozinha em casa, parece que tem um mundo lá fora e eu estou aqui, sozinha em casa...
Na frente desse computador que virou meu lar. Meu companheiro. E nessas horas escuras e geladas, por fim, é só um computador, não é mesmo?
Não estou triste, eu não sei o que estou. Porque no fim eu não sei o que eu quero. Quero jogar as coisas fora, os papéis usados, o tempo parado. Quero me formar, tirar pesos dos ombros, quero ver se me livrando do lixo vejo algo novo sobre mim... vejo se me entendo, vejo se dou um fim no meu próprio paradoxo. O redemoinho que eu criei e eu mesmo me perdi.
É interessante ver as coisas como vejo agora. Se estou aqui é só porque eu quero, e eu não posso culpar ninguém, e nem me conforta imaginar que se algo de externo acontecer eu vou me sentir melhor, porque eu sei que não vou... porque eu sei que sou eu. Sei o que não quero, se muito... ou não. Se queria que essas horas não fossem tão longas e geladas, queria? Estou no canto escuro que me enfiei... e embora eu saiba que tenho que sair dele e ver a luz por mim mesma, gostaria de achar que existirá alguém me chamando. Que não vai adiantar, sabe? Que eu só vou sair se eu assim desejar, e isso é o mais desolador.
E quando você sabe que é você mesmo e mais ninguém? E se você não puder se controlar, ou não ceder às suas próprias loucuras, e só você mesmo pode fazer algo a respeito...
... agora mesmo eu não sei se escrevo só para mim, posso estar escrevendo para você. Porque estou na mesma corda, esperando. Não posso. Esperando... de novo, desde sempre, esperando.
Não quero, eu sei que odeio esperar, mas acho que no fim vou entender que fiz de esperar a minha casa.
Bom isso, porque sei que preciso me mudar para uma casa melhor, a casa do rio.